6.11.11

Hunger - Crítica

Um espantoso filme que relata a luta de "Bobby Sands" pela diferenciação do tratamento de prisioneiros políticos e de delito comum, no governo de Margaret Thatcher. Morreu a 5 de Maio na prisão de Maze, após 66 dias de greve de fome. "Sands" foi preso por posse de arma e condenado a 14 anos.
"Hunger" divide-se em 3 grandes partes. A primeira conta-nos a história de um guarda prisional que deixa toda a sua humanidade fora dos portões da prisão. Nesse momento chega um novo recluso ao estabelecimento prisional, Davey (Brian Milligan), colocado numa pequena cela onde já se encontra Gerry (Liam McMahon), que leva em frente um longo protesto de sujidade (Blanket and no wach protest) com início em 1976. Esta é a parte do filme que revela as verdadeiras condições do reclusos.
Já na segunda parte, é nos  apresentado, muito subtilmente, Bobby Sands (Michael Fassbender). É aqui que todo o ideal de Sands é desmascarado numa longa conversa de 20min com um padre, numa discussão acessa sobre nacionalismo, religião e família, onde ele revela a sua intenção de usar o corpo como mártir da sua causa, mas não como vítima.
A terceira e última parte, centra-se na degradação física de Sands onde o impacto das imagens é tão forte como seu espirito inabalável em levar a sua luta até ao fim.
Steve McQueen (artista plástico britânico) relata-nos uma experiência visceral, de uma beleza visual tão desarmante quanto traumática - um verdadeiro "murro no estômago". Apesar do contexto político, este filme trata apenas da motivação de alguém em fazer-se ouvir.
A intensidade do filme é tanta que conseguimos mesmo sentir o cheiro nauseabundo das celas,  ouvir os bastões a descarregar toda a sua fúria nos reclusos quando eles são sujeitos a revistas e violados sem misericórdia. Um filme, insustentavelmente bonito.



Classificação: 5 em 5
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