10.12.11

Drive - crítica

Depois de tanto ler relativamente a este filme - considerado por muito como o melhor filme do ano - ontem foi o dia de o ver!
O filme conta a história de um rapaz/homem (Ryan Gosling) que ganha a vida como mecânico e duplo em filmes de acção "hollywoodianos", mas não contente com o baixo rendimento destas duas profissões, resolve aproveitar os seus dotes como motorista para ajudar na fuga de quadrilhas organizadas. No entanto, algo corre mal quando ele resolve ajudar a apessoa errada e o seu mundo começa a  desabar.
Ao contrário dos 99,99999% de criticas positivas ao filme, eu faço parte da infinitésima que discorda. Não sei se por a expectativa estar alta de mais ou porque não estava no dia ideal para ver o filme, a verdade é que me desiludiu e não acho que seja digno de tanto alarido.
A história segue um caminho diferente do esperado inicialmente, por isso quem espera um filme cheio de acção, corridas e manobras de carros, pode "tirar o cavalo da chuva". Neste ponto até surpreendeu, mas a verdade é que logo depois o filme se torna previsível. Ryan Gosling faz um bom papel como "driver", super dramático e alucinado, mas acho que o guião foi mesmo mal escrito e existe um certo exagero incongruente da personagem. A determinada altura do filme surge o romance, entre o "driver" e Irene (Carey Mulligan),  mas que mesmo ele foi mal explorado. A introdução do romance é forçada, e sendo fulcral para um enquadramento futuro e entendimento da personalidade de "Driver", deveria ter sido incorporado na história de forma mais plausível e coerente.
Nicolas Winding Refn, conhecido pelos seus efeitos especias no "corpo-a-corpo" não desilude neste filme. Sangue, lutas, armas e "head-shot" são bem feitos e deliciam quem gosta do gênero. A banda sonora também está óptima e bem enquadrada na mensagem do filme.
"Driver" assenta na ideia de como o ser humano é instável e facilmente corrompido: num momento dá um beijo, no minuto seguinte está a esmagar a cabeça de uma pessoa, e nessa base, temos um bom filme. O grande problema nesta produção, a meu ver, é o desenrolar da história que tenta surpreender mas é previsível em todos os aspectos.



Classificação: 2 em 5
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