16.1.12

Moda só para "magros"

O Fashion Rio, no Rio de Janeiro, aconteceu esta semana que passou. Eu não vi o desfile em primeira mão, mas vi alguns videos e fotos do mesmo, e na altura fiquei desiludida com o que vi! Hoje li um artigo da revista Época escrito por Bruno Astuto, e não podia estar mais de acordo com a minha opinião. E não falamos só em moda mas em tudo o que é brasileiro.
Ao longo deste tempo aqui no Brasil, venho-me apercebendo que o brasileiro não mostra grande orgulho em o ser. Em vez de valorizar o que têm, e fazerem algo para o crescimento deste belo país, optam por fazer uma espécie de culto ao que é Americano e Europeu, como se alguma delas fosse exemplo para alguém! Um país que sofre uma profunda crise económica, e um conjunto de pequenos países que se tentam ajudar uns aos outros, obrigados, mas que no fundo precisam mais de ajuda do que qualquer um! Onde está o exemplo disto?
Mas enlaçando este culto com o Fashion Rio, o resultado não é nada mais do que uma total perda de identidade. As grandes marcas brasileiras como Bárbara Bela, Herchcovitch, Melk Z-Da, Printing, Walter Rodrigues ou 2nd Floor, presentes no desfile, tiveram uma única preocupação: tentar refazer o toque das grandes grifes europeias e americanas como Dior, Channel Couture ou Louis Vuitton. As modelos eram brancas, pálidas, magras e sem curvas, bem ao estilo "Vicky". Apenas um, um grande estilista mineiro, Victor Dzenk fez valer as suas raízes, optando por um corte básico, grandes estampados e cores vibrantes como reflete o país.
Ao analisar os vídeos e fotos do Fashion Rio, apercebi-me de erros de costura em muitos deles, cortes mal feitos, foles que estavam onde não deviam estar e uma escolha de padronização bem enfatizante. Eu gosto porque estou acostumada à moda Europeia, mas o que se trata aqui é da perda de identidade de uma grande potência mundial que se tenta fazer valer pelas suas imitações baratas, num campo do qual não são dotados - "o-corte-e-coze". E numa comparação destes "trapos imitadores" com as grifes europeias que cada vez mais arrebatam o mercado brasileiro, elas perdem. Quem tem dinheiro, prefere comprar o original à imitação, óbvio.
Sempre imaginei chegar aqui e encontrar aqueles vestidos maravilhosos, com estampados vibrantes e compridos. Não encontro. Não é vulgar, e não está acessível a qualquer carteira. O que encontramos são os "shorts" com defeitos, vestidos piores ainda e imitações de Zara, que convenhamos, é o mais rasco que a Europa oferece.

Algumas peças de Victor Dzenk:








O pior do Fashion Rio


2nd Floor


(1ª foto: é mesmo por ser feio; 2ª foto: decote torto; 3ª foto: reparem em como o fecho está torto (mal costurado));


Barbara Bela


(1ª foto: quantas pessoas cabem dentro da blusa? 2ª foto: vestido de corte justo mas que apenas é justo na anca; 3ª foto: reparem no corte nos ombros e braços;)


Herchcovitch



(1ª foto: as calças assentam que é um pavor e o padrão...; 2ª foto: ???)


Melk D-Za




(1ª foto: reparem no fantástico corte no braço direito da modelo; 2ª e 3ª foto: não entendo o objectivo da peça nem a barra prateada...)


Outros





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