12.2.12

The Iron Lady - Crítica

Começo esta crítica por fazer jus ao incontestável e brilhante papel que Meryl Streep desempenha nesta produção, como já seria de esperar. Não adianta fazer qualquer alusão mais (ao longo desta crítica) ao seu papel e nem o vou fazer, de resto, esta crítica assentará no filme em si e não em desempenho de actores. Por outro lado, não farei qualquer sinopse relativo ao filme, até porque: "Quem não conhece Margaret Thatcher".
Deste filme seria de esperar uma fantástica produção, não fosse ele uma biografia das mais emblemáticas mulheres até hoje conhecidas (independentemente de admirá-la ou não), mas a verdade é que este filme desilude em inúmeros aspectos.
Realizado a medo por Phyllida Lloyd (produtora do Mamma Mia), que procura o caminho mais fácil e de menor risco para levar esta obra até as grandes telas, nota-se uma entrega total de responsabilidade para o resultado à Meryl Streep, que na minha opinião acaba por salvar o filme e evitar críticas bem mais negativas, do que já circulam, e arrumar de vez com esta realizadora.
A história tinha tudo para dar certo se assentasse na figura política de Margaret Tatcher e não no seu confronto diário com o Alzheimer, doença contra qual ela luta até hoje, e a sua vida decadente, que até parece a certo ponto fazer-nos sentir pena dela. O filme vai desenrolando sob a forma de memórias de Thatcher enquanto ela tenta despegar-se das "coisas" do marido, já morto.
Toda a sua história política foi bem amenizada e todas as suas medidas extremistas foram mascaradas e reveladas de forma "soft". Muitos pontos não são explicados devidamente, como a sua posição marcante contra a União Soviética ou Europa, onde o assunto é apenas mencionado como uma lasca de enorme tronco, ou então o motivo pelo seu afastamento do partido/política. Alguém entendeu verdadeiramente o porquê, unicamente por ver o filme? Além disto, o retrato da doença da qual Thatcher padece é mal feito, já que Alzheimer afecta a memória a curto prazo, mas se analisarmos com atenção, as passagens que tentam retratar este terrível mal, são marcadas pelas constantes alucinações de Thatcher com o marido, que aparece velho e que dão a entender que a memória dela em relação a ele é perto da sua morte.
Fora esta críticas negativas, que fazem com que o filme seja um autêntico fiasco, destaque para o fabuloso guarda-roupa, maquiagem, e prestação de Meryl Streep, a única coisa que faz este filme valer a pena.


Classificação: 3 em 5 (apenas por Streep)
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