5.2.12

Quarantine 2 (Terminal) - Crítica

Quem assistiu a sequência REC? O que estes dois filmes têm em comum são a história, que nos primeiros filmes são exactamente iguais, só que um é espanhol (REC) e o outro é americano (Quarantine).
Depois da péssima trilha por onde o REC enveredou, estava reticente quanto ao "Quarentena2" achando que iria tomar o mesmo rumo (a semelhanças dos primeiros filmes); no entanto foi surpreendente e acabei por gostar mais do remake do que o original.
Enquanto no REC2 o problema viral foi associado a uma seita religiosa de possessões demoníacas e exorcismos, no "Quarantine2" o vírus assumiu uma posição bem mais real, actual e científica: terrorismo biológico!
Este "Quarantine2" conta a história de um voo que sai de LA, com poucos passageiros, onde o vírus é um deles. Quando um passageiro é contaminado, instala-se o pânico no avião e o comandante é obrigado a fazer uma aterragem de emergência. Ao aterrar, os passageiros apercebem-se que estão isolados e trancados no terminal e portanto, estão de quarentena. Sem entender bem o que se passa inicia-se uma tentativa de fuga do terminal e o filme vai assim se desenrolando.
O filme não é brilhante nem impressiona à primeira vista, de qualquer forma nem tudo é negativo e ao analisarmos alguns detalhes o filme torna-se razoavelmente bom. Mas vamos as aspectos negativos: os zombies ou "virosos", se assim preferirem, aparecem pouco e como vultos. Nas alturas em que surgem com mais detalhe notamos que são pobres em maquilhagem, e resumem-se a pessoas retardadas com lentes de contacto vermelhas! Talvez a ideia fosse mesmo essa, tornar os "virosos" semelhantes aos humanos e assim facilitar a propagação do vírus e, se assim foi, aqui está uma ideia inteligente, mas para quem gosta deste gênero cinematográfico espera sempre por personagens assustadoras e consequentemente mais trabalhadas.
Mas como eu disse nem de tudo mau é feito o filme, e existem ponto bem positivos: o primeiro foi o enquadramento com o primeiro filme. O voo sai de LA, mesma cidade onde se iniciou o primeiro filme onde um prédio foi isolado e colocado em quarentena. Quando o controlo de doenças entra no terminal, revela que tiveram informação de um vírus num prédio em LA, e que os voos que seguissem da cidade seriam sujeitos ao mesmo protocolo - isolamento. Assim, o segundo filme passa-se ao mesmo tempo que o primeiro, e neste ponto o filme ganha créditos - é uma ideia criativa. Por outro lado, Jenny (Mercedes Masohn) a hospedeira a comando que acaba por assumir as rédeas de toda a situação e liderar o grupo, faz um bom papel e grita de forma bem credível (parece um detalhe ridículo, mas se virem o filme vão perceber), mas no geral todas as personagens desempenham o seu papel de forma satisfatória.
Ainda que algumas críticas assentem no facto do grupo se ter dispersado muito rápido e sem explicação plausível, eu considero esse ponto como positivo no filme, já que cada personagem tinha as suas falhas e muitas delas mostram-se frágeis logo no começo, e por isso parece-me bem plausível faze-las esfumaçar. Esta foi uma forma criativa de o autor criar a atmosfera claustrofóbica, que no primeiro foi-nos dada pela utilização de um vídeo amador (já que o filme foi gravado por um jornalista a serviço).
Em suma, é um filme satisfatório mas que está bem a baixo da minha lista de preferências. De qualquer forma, para quem gosta do gênero aconselho a verem, nem que seja para aumentar o "cardápio".




Classificação: 3.5 em 5
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