8.2.12

The Rum Diary - Crítica

Sempre que a estrela do filme é Johnny Depp, a vontade de ver o filme cresce a cada dia que a data de estreia se aproxima. O mesmo se passou com este filme, esperei ansiosa por  ele acreditando que seria uma obra de arte, até porque a história assim o prometia. Por outro lado o facto de ser uma adaptação da obra literária de Hunter S. Thompson, e a semelhança de " Fear and Loathing in Las Vegas" (mesmo autor do livro e com a fabulosa prestação de Johnny Depp), era de esperar um soberbo momento de entretenimento. No entanto, isso não sucedeu e o filme foi uma das maiores decepções cinematográficas do últimos tempos, um verdadeiro fiasco, e não justifica de forma alguma os milhões investidos nesta enorme produção. De qualquer forma, tudo se resume a má realização e direcção do filme, pelo qual Bruce Robinson é responsável.
"The Rum Diary" conta a história de um jornalista, Paul Kemp (Johnny Depp) que larga o seu cargo no "The New York Times" e parte rumo a Porto Rico para trabalhar num jornal decaído e falido. Mas o seu estilo destrutivo e mundano acaba por envolve-lo numa teia de interesses e traições onde uma bela mulher (Amber Heard) e um dos homens mais influentes da ilha (Aaron Eckhart) assumem as rédeas da vida deste jornalista.
Enquanto o elenco é de luxo e chega a ser mesmo o grande ponto a favor do filme, assim como os cenários (a fantástica ilha de Puerto Rico) e o desmascaramento da verdadeira intenção capitalista americana, a mediocridade do enredo resumindo-se, como já disse, à péssima direcção de Bruce Robinson, torna este filme uma absoluta perda de tempo. Não é explicado o porquê de Kemp ter abandonado o seu cargo no The NY Times e ter-se mudado para Puerto Rico. No momento em que a amizade com Sanderson (Aaron Eckhart) termina e se tornam inimigos também não está fundamentada, assim como o romance de Kemp com Chenault (Amber Heard) é forçado e sem clima. Por último, o final do filme é desajeitado e apressado.
O início do filme promete, e a primeira hora chega mesmo a ser hilariante. As aventuras de Kemp com Bob Sala (Michael Rispoli), o fotógrafo do jornal que gosta tanto de rum e substâncias ilícitas como ele, é óptimo e é realmente a única parte do filme que consegue arrancar alguma atenção do espectador, mas a medida que os minutos vão passando o filme vai perdendo interesse e torna-se fraco, medíocre.
No final, a única ideia concreta que o filme consegue transmitir é que Porto Rico é um lugar tão pobre e decadente que só mesmo o rum para trazer algo de bom e era exatamente de rum que eu precisava no final do filme... para afogar as mágoas!



Classificação: 2 em 5
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