27.3.12

The Grey - Crítica

Ontem vi, finalmente, o "The Grey". Estava ansiosa para ver o filme até porque a minha infância foi marcada pelas fantásticas histórias de lobos que o meu pai me contava para adormecer.
Mas vamos a história: Ottway (Liam Neeson) é contratado por  um empresa exploradora de petróleo para rumar até ao Alasca e  pôr um fim aos lobos que ameaçam toda a equipa de exploração. Perturbado pela morte da mulher devido a uma doença prolongada, ele aceita o trabalho já que nada mais o prendia ao mundo e rotina comum. Todo o drama começa quando o avião que o transportava a ele e a restante equipa, contratada para o mesmo efeito, caí no meio de um continente gelado e sem qualquer indício de vida no horizonte. Ottway e mais alguns companheiros conseguem sobreviver ao acidente quando se apercebem da real ameaça que os contornam, não é frio, não é a falta de comida mas sim, os lobos. Grande ironia do destino, ou não, o filme desenrola-se num respeito mútuo entre o homem e os lobos.
Este filme ou vai ser adorado por muitos ou odiado por outros tanto. Á medida que o filme se desenrola vamos esperando sempre pela chacina, mortes dolorosas e muito sangue, no entanto, "The Grey" foge de todos esses clichés e surpreende sobre todos os aspectos. Uma excelente produção com grandes efeitos especiais embrulhados numa atmosfera cortante e tão dramática quanto o filme.
As mortes acontecem, os lobos estão tão reais que nos assustam mas para quem espera algo cheio de acção e lutas entre "homem vs lobo" num clima de "Rambo" ou ao estilo "Bear Grylls" que esqueça, o filme é bem mais profundo do que isso.
Como quase todos os filmes, este também não é perfeito e em certos pontos caí na previsibilidade, mas não tanto ao ponto de tomar o espectador como idiota e no final foge totalmente do "Happy-Ending" esperado surpreendendo.
Liam Neeson faz, na minha opinião, o papel da sua vida e revela mais uma das suas grandes qualidades como  ator humano e dramático num gênero completamente novo depois do surpreendente "Taken" (aconselho para quem não viu) e "Unknown" (igualmente aconselhado). Neeson envolve-se de tal forma no filme e de uma forma tão dramática e sofrida que é comparável ao terror dos últimos tempos na sua vida pessoal, já que perdeu a mulher a relativamente pouco tempo.
Em suma, não é um filme brilhante, mas é digno de ser visto no cinema, vale totalmente o dinheiro.


Classificação: 4 em 5

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