12.3.12

Hugo - Crítica

Tenho por hábito (em anos anteriores) ver todos os filmes nomeados para os óscares antes da grande gala. Certo é que este ano houve um desleixo da minha parte e Hugo foi um dos que me escapou (o tempo não dá para tudo). Ontem foi o dia e, claro é, hoje tinha de vir aqui deixar a minha crítica.
Esta obra realizada pelo grande M. Scorsese em nada se parece as habituais obras deste senhor. Acostumados a viajar por um caminho bem mais tortuoso e perturbador como as grande obras "Taxi Driver", "Gangs of New York" ou "The Departed" Scorsese resolveu experimentar novas facetas da 7ª arte e respondeu muito bem, até avaliando pelas 5 estatuetas de ouro ganhas. A verdade, é que não acho que seja um filme merecedor de tanta crítica positiva, nem tão pouco de tanto ouro (ou algo banhado a ouro).
Esta obra conta a história de Hugo Cabret (Asa Butterfield) que vive no labirinto de engrenagens do relógio de uma estação ferroviária parisiense. Depois de se tornar órfão de pai (Jude Law) e de ser abandonado pelo estouvado do tio, Hugo sobrevive desviando um croissant aqui e um leite acolá. Determinado a terminar o projecto que levava adiante com o pai, Hugo vai roubando pequenas peças na loja de brinquedos de Georges Méliès (Ben Kingsley) para concertar uma espécie de robot, que ele acreditava que revelaria uma mensagem importante, assim que funcionasse. Tudo começa a correr mal quando é apanhado em flagrante pelo Georges a roubar. O velho carrancudo obriga Hugo a trabalhar gratuitamente na loja para pagar todas as peças roubadas anteriormente. E neste momento que toda a aventura começa que levará Hugo a desvendar o passado misterioso de Georges. Para isto, ele contará com a preciosa ajuda de Isabelle (Chloe Grace Moretz) com quem trava uma amizade instantânea.
O filme tem vários pontos positivos e a magia do filme, o cenário da estação, as fugas ao guarda (Sacha Baron Cohen) e as apaixonantes e características personagens do filme, fazem desta obra uma grande estreia de Scorsese no gênero e traz, sem qualquer dúvida, um excelente filme familiar. No entanto, nem tudo são rosas e o filme peca em alguns pontos. Um deles é a forma como Hugo consegue consertar o robot sem o precioso livro do pai, que o velhote lhe tirou, com todas as indicações para fazê-lo. Por outro lado, a grande previsibilidade do filme torna-o um tanto ou quanto desinteressante e a última meia hora do filme é de facto entediante, não fosse claro o fantástico 3D a qualidade técnica do filme. Por último, certos obstáculos que poderiam comprometer toda a aventura de Hugo, no final resolvem-se de maneira tão fácil que acabam por forçar o esperado "happy-ending" na história.
Concluindo, acho que está aqui uma bela obra cinematográfica, merecedora de todas as nomeações, mas com certeza não merece todas as estatuetas ganhas.

Classificação: 4 em 5
Comentários
1 Comentários

1 comentário:

  1. Explêndido. Adoro trilhas do Yann Pierre Tiersen

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