5.3.12

Precisamos falar sobre o Kevin - Crítica

We need to talk about Kevin, em português Precisamos falar sobre Kevin, é um drama que aparentemente narra apenas a relação tortuosa entre mãe e filho. O filme redigido e produzido por Lynne Ramsay explora uma vertente nunca antes abordada em filmes do gênero e remete-nos para toda a malícia da mente humana, arrisco-me a dizer que Ramsay esteve brilhante no jogo entre passado e presente, numa serie e analepses e prolepses que tornaram o filme bem mais intenso do que se a história fosse contada na sua ordem de acontecimentos natural. Criou-se assim um clima carregado de drama, fugindo do clichê habitual deste gênero e conseguir assim cativar o espectador até ao fim. O que teria levado uma mulher a este ponto decadente?
Kevin (Jasper Newell) era um criança diferente das normais. Tinha uma personalidade muito forte e com uma inteligência e maturidade fora do normal, levando a mãe a creditar que ele era autista. A incapacidade de Eva (Tilda Swinton) em comunicar com o seu filho Kevin era notória e em nenhuma altura Eva conseguia entender-se com Kevin. Enquanto birras, chantagens psicológicas e ações desafiadoras eram as atitudes comuns para com a mãe, Kevin usava uma espécie de máscara com o pai (John C. Reilly) e demais comportando-se como o filho perfeito.
Um dia Kevin, agora adolescente (Ezra Miller), toma a atitude mais extrema que alguma vez alguém pudesse imaginar, nem mesmo Eva. Ele acaba preso e o drama termina com as visitas silenciosas da mãe a presídio.
É um filme cativante que nos faz viajar pela complexidade da mente humana. Kevin tinha tudo para ser feliz, uma boa casa, uma vida estável, um irmã querida que o idolatrava, mas a mente de Kevin era semelhante a de um psicopata e nem toda a estabilidade do mundo iria modificar isso.
Uma grande obra, adaptada da novela de Lionel Shriver com uma prestação por parte do elenco perfeita. John C. Reilly, conhecido pelas suas comédias românticas desastrosas, fez um excelente papel. Ezra Miller, com a expressão de debilidade mental que já o caracteriza não tem dificuldade aparente no papel e o resultado é fascinante. Quanto a Tilda Swinton acredito que este será o papel e performance de toda a sua carreira, simplesmente brilhante.



Classificação: 4,8 em 5
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