8.5.12

Contraband - Crítica

O tempo tem sido muito pouco para me dedicar ao meu adorado cinema. Por outro lado, confesso que os filmes que ultimamente têm "saltado" cá para fora não me têm despertado grande interesse. Em Março deste ano surgiu "Contraband" que para quem não sabe, é um remake do "Reykjavík - Rotterdam" de Óskar Jónasson, que a crítica internacional considerou um dos melhores thrillers criminais de baixo orçamento de 2008. Perante esta crítica, a Working Titles Films e a Universal Pictures decidiram avançar com este remake, convidando o protagonista (Baltasar Kormákur) do original (Reikjavik-Rotterdam) para o realizar, mas e como quase sempre, este se revelou pior que o original.
Contraband conta a história de Chris Farraday (Mark Whalberg), um ex-contrabandista que se vê agora obrigado a retornar a essa vida pelo mesmo motivo que o fez sair dela - a família. Para pagar a divida que o seu cunhado Andy (Caleb Andry Jones) contraiu com um dos maiores criminosos locais (Giovanni Ribisi), Farraday desenvolve um plano com os seu ex companheiros de crime, e com ajuda do seu amigo Sebastian (Ben Foster) eis que surge o golpe no Panamá com o contrabando de milhões de notas falsas. Quando este plano desmorona, Chris vê-se obrigado a por em práticas as suas habilidosas manhas para vingar o seu objectivo - salvar a familia. 
Quando o filme começou, imediatamente me lembrei do "Drive" (que eu detestei). Com o desenrolar do filme essa ideia foi-se dissipando, mas nem por isso o filme se tornou mais interessante. O enredo já não me agradou (não acho que Mark Whalberg seja um actor fantástico). A história também não é de todas a melhor, a atmosfera leve, a insistência no drama familiar, e a falta de manobras realmente perigosas, não nos deixam entrar neste filme e vive-lo, como acontece no "Velocidade Furiosa" que até travamos, aceleramos e desviamos dos carros em contra mão, ou da saga "Ocean's" que até gritamos com a tv para eles fugirem para não serem apanhados (dois filmes que retratam a mesma temática - os "fora da lei"). As cenas finais de traição que tentam revirar a história também não são de todo entusiasmantes e dramáticos.
Em suma, não acho que seja um bom filme nem melhor que os filmes do "Chiado Terrace" de domingo a tarde. Para quem espera cenas violentas, explosivas e de acção, nem aconselho a verem o filme.


Classificação: 2 em 5
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