23.7.12

Dark Shadows - Crítica

Depois de ver "todas" as qualidades de Tim Burton apagadas no "Alice in Wonderland", talvez pela Disney ter imposto alguns limites ao lado mais negro de Burton, a espera por este "Dark Shadows" foi uma verdadeira luta contra o tempo (2 anos de espera) e uma vontade de tornar a ver Tim Burton brilhar.
"Dark Shadows" conta a bizarra e trágica história de Barnabas Collins (Johnny Deep) que foi transformado em vampiro pela ciumenta bruxa Angelique Bouchard (Eva Green) que não aceitava a indiferença de Barnabas nem o sucesso e riqueza da sua família, que dava nome a idade portuária - Collins e resolve enterrá-lo vivo num caixão. Dois séculos depois, Barnabas é desenterrado involuntariamente por uns operários e sem perder tempo segue rumo a sua mansão reencontrando o restantes descendentes Collins, que se revelam ainda mais bizarros do que ele.
Conhecendo o trio Tim Burton, Helena Bonham Carter e Johnny Deep e juntando a história, já seria de esperar uma verdadeira comédia negra e sarcástica e nesse ponto não desilude em nada. A mistura de humor britânico, que Johnny Deep transpira com toda a sua elegância e charme, e o lado sombrio e arrepiante do ambiente tornam esta narrativa refrescante e sublime (como só Burton sabe fazer).
Johnny Deep, Eva Green e Helena Bonham Carter desempenham o papel a "picar" a perfeição e Tim Burton explora de tal forma as capacidades de cada um que as situações caricatas a que são sujeito, arrancam verdadeiras gargalhadas até do mais sisudos.
Eu apontaria apenas dois pontos mais baixos do filme, o inicio e o final. O começo parece ser meio apressado e por sorte não limita o desenrolar do filme; o final é apressado e previsível. Mas nem por isso o filme foi estragado e o desenrolar é tão cativante e fantástico que roça a excelência.


Classificação: 4.3 em 5
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