10.8.12

Batman - The Dark Knight Rises - Crítica

Iniciada em 2005 com o "Batman Begins", a saga atinge o seu apogeu em 2008 com o "The Dark Knight" e em 2012 a trilogia de Christopher Nolan termina com o "The Dark Knight Rises", com um final tão emocionante como começou. Enfim... Uma fantástica trilogia para mais tarde recordar... Eu nunca fui muito fã de filmes de super heróis, mas sem dúvida que este merece toda a minha atenção e não perco a oportunidade de deslumbrar uma vez mais o fantástico Christian Bale (que eu adoro). As expectativas quanto ao grande final eram enormes, mas ninguém sabia ao certo o rumo que a saga iria tomar. 
A história do "The Dark Knight Rises" desenvolve-se 8 anos após o fatídico desfecho do "The Dark Knight" (2008) que levaram à reforma antecipada do Batman, que por respeito aos ideais de justiça de Harvey Dent, resolveu assumir a culpa da sua morte e desta forma Bruce Wayne decide "guardar o fato". Tudo na cidade parecia correr as mil maravilhas e aparentemente a lei anti-crime do fantástico Cavaleiro Branco de Gotham" (Harvey) estava a funcionar até que, uma nova vaga de criminosos chega a cidade: a misteriosa gata Selina Kyle (Anna Hathaway) e o sádico Bane (Tom Hardy). Eis que o cavaleiro das trevas ressurge para combater e salvar a cidade destes dois criminosos.
Para muitos este filme não atinge as expectativas criada em torno do grande desfecho, mas eu não acho que o filme desiluda e nem fica atrás dos restantes da saga, ainda que algumas falhas sejam visíveis. No meu entender existem duas que realmente merecem ser notadas: a primeira foi o regresso do Batman. O filme inicia-se com uma atmosfera super tensa, com um Batman/Bruce Wayne desolado e carregado de culpa pela morte do Harvey, no entanto o seu regresso é tão rápido e natural que muito pouco (ou quase nada) foi preciso para ele voltar (bastou o jovem policial John Blake (Joseph Gordon Levitt) ir ter uma conversa de 2min com ele). A segunda grande falha, é o final previsível (conforme o filme se ia desenrolando, as cenas seguintes iam-se construindo na nossa mente.
Muitas críticas que li ressaltaram também a falta de informação relativa a misteriosa gata (Selina Kyle) mas eu não acho que isso seja uma falha porque apesar dela aparecer bastante na tela ao longo do filme, não acho que ela assuma um papel de personagem assim tão importante para que mais seja desvendado, além disso, a beleza dela deve-se mesmo a sua misteriosidade.
O vilão de Batman sempre foi uma personagem bem central e explorada na saga de Nolan (e outras), e o que muitos acham que faz tornar este filme inferior ao "The Dark Knight" é precisamente esta personagem. Quem não relembra com saudade o grande esquizofrênico Joker e da sua celebre frase "Im gonna make this pencil dissapear"? Pois é, o mediatismo desta personagem (pelo seu ar assustador e talvez pela sua morte pouco "depois" do filme) foi tal que qualquer que fosse o vilão desta continuidade, seria difícil superar o "dito cujo". No entanto acho que o Bane revelou-se uma personagem simplesmente perfeita e a história por detrás daquela máscara foi realmente a única coisa que realmente surpreendeu no filme e não caiu na previsibilidade. Enquanto a história dele (Bane) ia sendo desenvolvida durante o filme, o interesse pela personagem foi crescendo e no final acabamos mesmo por sentir um certo carinho por ela. Achei essa evolução fantástica e que no meu ver ganhou relativamente ao "Joker" que se tornou uma personagem mais comercial e que pouco se soube relativamente a ela.
Relativamente ao elenco não há muito a dizer... Destaco pela positiva o Christian Bale, que mais uma vez nos surpreende como Batman e Bruce Wayne, e Tom Hardy que reencarna de tal forma no vilão que até as suas poses ao longo do filme são assustadoras e imperiais. Pela negativa destaco Morgan Freeman que me pareceu bem apagado e merecia bem mais destaque, afinal, seria o retorno de Batman né? Quanto a Anna Hathaway que teve uma performance bastante agradável e num papel totalmente novo e diferente do habitual,  não arrisca muito e dá a sensação que a personagem teve pouca "atenção", tal como o Joseph Gordon Levitt, ainda que muitas vezes se revela o grande herói do filme.
Quanto os detalhes técnicos, como banda sonora ou efeitos especiais, todos eles são bons e satisfazem todos os fãs e expectativas.
Em conclusão, achei o filme tão bom como os anteriores, até porque todos eles foram revelando algumas falhas e nenhuma delas tão grande ou pequena como este final. Sem dúvida um dos melhores Blockbusters dos últimos anos.


Classificação: 4 em 5
Comentários
3 Comentários

3 comentários:

  1. Crítica bem concisa. Escrevo uma crítica sobree o filme em meu blog. Se quiser dê uma olhada.

    ‘Batman Ressurge’ é um épico recheado de cenas de ação, diálogos inteligentes, referências aos quadrinhos, história bem encadeada com os filmes anteriores, atuações excepcionais (onde destoa apenas a caricata Marion Cotillard que interpreta Miranda Tate), várias respostas e algumas perguntas. Superior a quase totalidade de filmes baseados em quadrinhos que desde o começo da década de 90, e com mais vigor na década passada, invadem os cinemas. Deixa o bom, ‘Vingadores’ envergonhado. Ensina a Zack Snyder (‘Watchmen’) a como dar tons reais a um mundo de fantasia e lobotomiza das nossas mentes o estupro praticado por Joel Schumacher e Gorge Clooney e sua armadura com mamilos e o batcartão de crédito.

    Crítica completa em: http://amahet.blogspot.com.br/2012/08/batman-dark-knight-rises-conlusao-de-um.html

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  2. Boa tarde Allan! Vou entender do seu "conciso" como "objectivo e preciso" e não como "apenas resumida" (até porque seria um comentário sem qualquer sentido construtivo, certo?)! Li a sua "nada concisa" (=D) crítica e notei que é um inabalável fã do super herói e talvez mesmo de quadradinhos (sinta-se a vontade para me corrigir) e realmente, ao lado da sua, a minha crítica é bem resumida. De qualquer forma não acho que quantidade seja sinônimo de qualidade e acredito que tenha dito tudo! Quanto ao ponto número 2 (do que se refere aos pontos chaves para discutir) concordo plenamente: bem cliché a morte de Marion Cutillard. Agradeço o seu comentário e espero que venha e continua seguindo o blog! Cumprimentos

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  3. Com certeza o sentido que procurei dar foi o de condensar diversos pontos em poucas palavras, qualidade que eu não possuo. Demorei uma semana para escrevê-la (teclado de virtual de celular em ônibus não é nada legal para produtividade). Não sou tão fã assim. Nunca fui de colecionar muitas HQs, na verdade sei mais delas lendo na net do que propriamente elas. Mas gosto do Batman por sua atmosfera sombria e por não possuir superpoderes além de sua inteligencia, força e grana (rsrs).

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