7.10.12

Paraísos Artifíciais - Crítica

Do mesmo produtor de Tropa de Elite (1) e 2, Marcus Prado estreia-se agora no gênero ficção e presenteia-nos com este "Paraísos Artificiais", onde a mistura de cocaína, ecstasy e GHB surgem como responsáveis por essa "felicidade".
O filme conta as aventuras de 3 personagens principais: Érica (Nathalia Dill) a DJ, Lara (Lívia de Bueno) amiga/amante "aluada" de Érica e Nando (Luca Bianchi), o artista frustrado e até problemático. A história desenrola-se em 3 lugares diferentes: Holanda, onde Érica e Nando se conhecem, Pernambuco (onde entra Lara) e Rio de Janeiro, mas nenhum deles de revela tão ou mais importante que o outro para o desenrolar da trama.
Numa viagem de analepses e prolepses, este filme vai-se desenrolando e expondo as aventuras destas personagens e o seu contacto directo com a droga, o único elemento que é comum a todas elas.
Para quem está a espera de um filme alucinante (ao nível "Requiem For a Dream") que esqueça, porque esta obra é muito mais do que isso. É um retrato físico e psicológico das personagens e da forma como a droga afetou, ou pode afetar, a vida pessoal de cada uma. Não falamos aqui de grandes viagens psicóticas, ou nada muito "mutilador" mas sim de 3 personagens que deixam a droga assumir, ou não a sua vida.
A mensagem do filme é simples: "A droga é o que tu queres, e leva-te até onde quiseres ir", ou seja, o problema não são as drogas, mas sim a propensão, disposição, carácter e temperamento do usuário (um bom exemplo é o Kurt Cobain).
Quanto às personagens, posso dizer que elas são bem vagas, mas essa superficialidade assume um papel preponderante para retratar a vida sem objectivos de cada um deles, afinal, quem não passa por um momento na sua vida perdido e sem delineamento do futuro?
Quanto à banda sonora, ela vai alternado entre faixas de meditação até batidas eletrônicas - a meu entender um bom paralelismo entre os momentos de "rave" e os momentos de reflexão e objectivação pessoal (ou tentativa de).
Quem está a pensar ver este filme, não olhem para sinopses (ou se já viram, esqueçam-se dela), nem procurem a história do filme. Vejam com  mente aberta e sem objectivação final - só assim a experiência será plena. Ainda assim, acredito que muitas gente irá discordar da minha opinião.


Classificação: 4 em 5

Vejam e deixem aqui a vossa opinião!
XO


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