3.11.12

257 Anos depois - Sismo de Lisboa

Pessoas...
Sou a geóloga mais envergonhada do mundo neste momento. Fez, no passado dia 1 de Novembro (quinta-feira), 257 anos do sismo/tsunami de Lisboa... e eu esqueci...=S Tenho desculpa porque o dia foi super agitado, tinha uma reunião as 9h da manhã e acordei as 08h50 e quando o dia começa assim, nada mais funciona direito nas restantes 24h, certo? (estou desculpada? :D)
Pois é, a desgraça que "deitou Lisboa abaixo" matou mais de 90 mil pessoas e sagrou-se um dos sismos mais mortíferos da história. Geólogos estimaram uma magnitude de 9 na escala de Richter (de 0 a 10 sendo que até hoje nenhum de 10 foi registado). Um sismo de tal magnitude pode destruir até um raio de milhares de quilômetros.
Conta a história que o forte abalo sísmico provocou a queda de algumas construções mais frágeis e abriu fendas nos prédios mais consistentes. No entanto, a "mãe natureza (não contente com o estrago) enviou-nos mais uma onda "gigante" e foi assim que o pouco que tinha "sobrevivido" ao sismo acabou por ruir na passagem da forte onda, que alcançou até 30m de altitude (e sendo Lisboa plano, já se vê o estrago né?). Quando o sismo se fez sentir, as pessoas correram para a praia, lugar onde não haveria risco de desabamentos, no entanto, como o epicentro foi no mar, seguiu-se o tsunami sem dar tempo para que as pessoas fugissem! E foi assim, que milhares de pessoas perderam a vida, precisamente no dia feriado de 1 de Novembro (dia de todos os mortos) - coincidência!?
Actualmente, inúmeros estudos são feitos como prevenção de uma nova catástrofe, mas não existe forma de monitorar uma tragédia destas com tempo suficiente para um fuga e um plano de contenção. A grande falha da costa Lisboeta está activa e todos os dias dá um "tremelique" mas nada de alarmante (podem consultar aqui). Rezemos para que ela continue "sogadita").

E como a tecnologia é brilhante, aqui vos deixo a imagem da catastrófica falha no fundo do mar (google maps):


Apesar do tempo passado, é com pena que penso nestas vitimas (não só de Lisboa mas de todas as catástrofes naturais, como habitualmente no Japão e agora do tornado dos EUA) mas a mãe natureza é mais forte, e há-de vencer sempre. Resta-nos viver cada momento e apoiar todas as mentes (geólogos, engenheiros, e entidades que apoiam a pesquisa) que trabalham arduamente à procura de soluções para minimizar o estrago.

XO





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