17.11.12

Magic Mike - Crítica

Mais conhecido pela saga "Ocean's Eleven, Twelve, etc...", Steven Soderbergh resolveu explorar a indústria sexual. Depois de contratar Sasha Grey, actriz de filmes para adultos, para protagonizar "The GirlFriend Experience" ("Confissões de uma garota de programa"), Soderbergh recruta agora Channing Tatum para um espécie de biografia do mesmo (C. Tatum), que antes de ser actor era... stripper.
Ao contrário do que o trailer possa transmitir, "Magic Mike" não é um filme de comédia! Apesar do mesmo ter os seus momentos cômicos (não tivesse o filme homens monstruosos a fazer Strip de fio dental), este filme carrega uma mensagem dramática, que pode facilmente ser notada por que resolver assistir este filme, encarando-o de forma mais séria.

Mike (Channing Tatum) é um rapaz cheio de sonhos e objectivos. Mas como muita gente por aí, a falta de dinheiro impede-o de tornar a sua maior paixão, rentável - fazer móveis por medida com material reciclado! Trabalhador e esforçado, Mike preenche os seus dias trabalhando durante o dia numa empresa de construção civil e a noite como stripper, num clube noturno dirigindo por Dallas (Matthew McConaughey) um homem enérgico e ambicioso. Com o seu corpo invejavelmente tonificado e um jogo de cintura impressionante, Mike leva as mulheres à loucura arrancando cada dólar das suas luxuriosas carteiras, e parece viver bem com a sua máscara de menino "mal comportado". Mas a sua vida dá uma volta quando Adam (Alex Pettyfer), um rapaz sem rumo, objectivos e futuro, aterra na sua vida e altera a visão do Mike em relação a este mundo de strippers e o seu dia-a-dia.

Este filme tinha tudo para cair no ridículo e tornar-se um forte candidato aos Razzies, no entanto, Soderbergh consegue explorar razoavelmente bem o tema e consegue dar um toque de algo mais ao filme (essa conotação dramática). No entanto, apesar do grande esforço do realizador em tornar este filme algo mais do que entretenimento para mulheres, o resultado final pareceu inacabado e mal explorado. Fiquei com a impressão que o lado dramático do filme foi mal escolhido e tornou-se uma mistura de comédia (stripper), drama (mike da vida real) e romance (Brooke), mas que no fundo nenhum deles foi trabalhado devidamente, tornando-o um filme pela metade. E precisamente no momento em que o filme estava interessante e parecia que ia surpreender, termina!
Ainda assim, grande mérito para o elenco que me surpreendeu pela positiva e foi das poucas coisas que realmente torou este filme visível. Tatum esteve óptimo no duplo papel, alternando entre um homem trabalhador e sério de dia, e um stripper sexy e ousado durante a noite, Tatum consegue descolar-se do ar romântico dos filmes em que estamos acostumados ("The Vow", "Dear Jhon" ou "Step Up") e consegue fincar o pé como um actor capaz de algo mais. McConaughey desempenhou a sua excentricidade na perfeição, e foi uma experiência totalmente nova neste tipo de papeis, apesar de ele já ter um histórico de "sex symbol" nas telas, este ar mais ordinário e "porcalhão" ficou-lhe óptimo e não imagino outro actor a fazer melhor. Alex Pettyfer também satisfez, embora achei que a sua personagem foi mal explorada (ele é o grande representante do lado dramático do filme). Cody Horn este igualmente bem e achei a personagem dela super refrescante e natural. Foi talvez a personagem que mais seriedade deu ao filme, mas acabou por dar-lhe uma forte conotação de estilo "Nicholas Sparks".
Achei que o filme poderia facilmente cair no ridículo  o que não foi o caso, mas também poderia ter sido algo mais, o que também não foi o caso. Ficou-se ali num meio termo chato, não sendo suficientemente comédia sexual para ver em conjunto com as amigas e uma garrafa de tequila, nem algo suficientemente romântico para ver com o namorado, nem  dramático para assistir sozinha numa tarde de domingo.


Classificação: 2.5 em 5


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