23.3.13

Beasts of the Southern Wild - Crítica

Depois de um verdadeira tour pelo mundo na arrecadação de prêmios, "Beasts of the Southern Wild" finalmente parou no meu ecrã ontem à noite...=D
O primeiro contacto com este filme foi no cinema, quando assisti ao trailler, e depois prêmios da academia, e desde então, tenho andado doidinha para assistir a esta aparente obra de arte, que prometia um turbilhão de emoções e quem sabe, uma lágrimazinha no final. Pois é, mais uma vez fiquei mal, ou pela expectativa criada ou pelo "não tão bom" trabalho de Benh Zeitlin. Eu gostei do filme, mas não o achei digno de nomeação (mas claro que os meus critérios são muito diferentes dos critérios da academia)!

Mas então, o que tem o filme de tão especial, para muitos os considerarem tão bom, e de tão "mau" para eu ter discordado com os grandes críticos? Vamos já ver isso, mas primeiro uma pequena sinopse...=D


"Beasts of the Southern Wild" tem como cenário uma pequena comunidade piscatória nos arredores de Nova Orleães! É isolada do mundo "real" que vive Hushpuppy (Quvenzhané Wallis), uma miúda amorosa que enfrenta um vida bem diferente das crianças comuns da sua idade, entregue aos "mais ou menos" cuidados do seu detestável e até maniaco pai. Certo dia, um furacão coloca toda a aldeia debaixo de água, e é aqui que toda a trama se começa a desenrolar!


Bom, eu achei o filme enternecedor, emocional e carregado de personalidade, muita dela graças a Hushpuppy, no entanto, achei-o bastante desprovido de moralidade! A parte fantasiosa do filme, achei que seria importante se cumprisse com os seus objetivos (que pelo que percebi seria a tal moralidade), no entanto, os artefatos foram, a meu entender, mal utilizados e as aparições dos "javalis" pareceram-me dispensáveis.


Ao longo do filme, vamos percebendo pela própria boca de Hushpuppy, que lhe falta a presença de uma figura materna e durante todo o tempo ela chama pela mãe e preocupa-se com a aprovação da mesma, no entanto, quando essa figura materna aparece, Huspuppy vira as costas. Este é o grande momento alto do filme, é aqui percebemos o forte elo entre pai e filha, um amor incondicional e com uma estranha forma de partilha.


Muitas vezes o filme emociona, mas outras tantas aborrece. Infelizmente, “Beasts of the Southern Wild” não se completa num eficaz equilíbrio entre o (melo)drama e a fantasia. A negligência parental, as pobres condições da vila piscatória e as consequências do furacão no ecossistema são claramente subtis e insuficientes. Benh Zeitlin não soube explora as potencialidades da obra, que merecia bem mais atenção, e com isso somos presenteados com uma comovente jornada  de Hushpuppy mas que deixa passar um monte de boas oportunidades, que poderiam transformar "Beats of the Southern Wild" numa verdadeira obra prima.



Classificação: 3,5 em 5

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